19/02/2019 – Educação
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“Bom dia…”, “Boa tarde…”, “Boa noite…”.
É desta forma que nós tradicionalmente nos cumprimentamos, seja pessoalmente ou por comunicações formais ou informais. Mas, de um tempo para cá, cumprimentos pessoais viraram raros, ou, pelo menos, se tornaram menos frequentes que cumprimentos postados, digitados ou gravados, dispostos em redes sociais e grupos de comunicação digital. Isto porque nossos hábitos foram alterados pela forma como nos relacionamos com os recentes avanços nas tecnologias da informação. E estes cumprimentos cordiais já podem ser oferecidos não a outras pessoas (humanas), mas a outros tipos de inteligência.

Equipe do PlacaMae.org

Imagine acordarmos e, ao invés de dar bom dia a outro ser humano, vamos dar bom dia a um aplicativo no smartphone que fala conosco e que nos lembra de nossos compromissos para aquele dia. Ou, imaginemos hospedados num hotel, ou na nossa própria casa, e, ao invés de cumprimentar outras pessoas, damos bom dia a um robô criado a partir de inteligência artificial que nos pergunta como queremos nosso café, ou nosso pão torrado. Bem, em nenhuma destas situações precisamos realmente dar bom dia, boa tarde ou boa noite, mas talvez seja uma boa educação cumprimentar um ser inteligente que interage conosco.

E isto não está acontecendo?

Será que só nos filmes de ficção é possível visualizar os cenários propostos?

Não né….!? As inovações nas tecnologias da informação e todo o conjunto de transformações oferecido por elas, bem como a constante alteração de padrões que surge por causa delas, já não impede a possibilidade de qualquer cenário envolvendo o relacionamento homem x máquinas inteligentes. E tal relacionamento passa, e passará ainda mais, a interferir em todos os aspectos da vida humana, sejam sociais, sejam familiares ou de natureza particular. Todas as ciências vêm sendo impactadas com as transformações tecnológicas em comento, e quando ou se estes impactos vão parar e/ou até onde eles nos levarão, são perguntas para as quais não há resposta previsível.

Seja as ciências ditas humanas, como a pedagogia e o direito, ou as ciências chamadas exatas, como as engenharias e a arquitetura, bem como as ciências da saúde, tendo a medicina como melhor exemplo, foram, estão sendo e continuarão a ser impactadas pelas transformações tecnológicas.

Então, nos cabe reconhecer a inevitabilidade das alterações de padrões, nos adaptar a elas, porém, sem perder a busca por aquilo que nos torna essencialmente humanos, ou sem perder a arte daquilo que nos torna humanos. Pois, receber todas as tecnologias e todos os instrumentos que nos são diariamente fornecidos, sem refletir, sem criticar, sem pensar sobre como aquilo nos transforma, pode nos transformar em recipientes de informação e de consumo.

Com a proposta de acompanhar as novidades tecnológicas, de acompanhar as discussões que são travadas com base nelas e também com a proposta de nos encontrarmos para um momento de uma boa conversa pessoal (quem sabe um bom café?) surge o PlacaMãe.Org, uma iniciativa que busca informação, reflexão (o lado “placa”), sem abrir mão da arte de ser humano, sem abrir mão da procura por aquilo que nos conecta reciprocamente, e nos conecta ao planeta e à existência nele (o lado “mãe”).

Sejam bem-vindos! Naveguem e acompanhem as novidades, os convites, as provocações e participem. Sem participação, não conseguiremos ir em frente. Então… vem com a gente!

Um “xero”,

Paloma Mendes, Alexandre Saldanha e Aline Taraziuk

#PlacaMaePontoOrg

Equipe PlacaMae.org

A PlacaMãe.Org é uma empresa (negócio) de impacto social que tem como objetivo o combate à desinformação. Para isso, ela promove a educação digital por meio de cursos, palestras, mentorias, treinamentos, consultorias e atividades voluntárias considerando o núcleo integrado família, escola e comunidade.

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