10/03/2020 –
Dicas de aplicativos inclusivos

Você sabia que as pessoas com deficiência podem viver com autonomia, exercendo seus direitos como todas as pessoas que não tenham deficiência? É possível e é um direito!

A independência, a liberdade, a igualdade, são garantias inerentes a todos os cidadãos. Sabemos que a depender da deficiência que a pessoa tenha, pode haver limitação no exercício da cidadania, mas a luta deve ser em sempre promover o acesso aos direitos. A depender do tipo, grau da deficiência, haverá reflexos nas formas que as barreiras se apresentam.

A deficiência não pode ser causa que impeça o exercício de direitos das pessoas. Sim, haverá situações que não teremos alternativas, mas devemos sempre motivar a busca para uma saída. Por esse motivo, é importante observar os hábitos e estruturas que estão dispostas em sociedade, para que se minimize as dificuldades, sempre em prol da dignidade da pessoa humana.

A palavra inclusão é uma constante nos trabalhos de vários grupos de pessoas com deficiência ou não, com o intuito de promover a igualdade entre as pessoas de forma concreta, consciente e não idealizada. Sobre isso, não há outro termo mais adequado, é acessibilidade o “xis” da questão. É diminuindo ou eliminando as barreiras que alcançamos uma sociedade acessível e assim, igualitária e justa. E o que podemos fazer para eliminar essas barreiras? Você pode me perguntar….

Bem, para isso precisamos pensar inclusivamente. Usemos a empatia. É saber o que eu falo, faço, proporciono. Preciso alcançar todo o meu público, indistintamente. Não adianta eu passar uma mensagem que não chegue a todo mundo (e olhe que isso acontece bastante). Uma forma de tornar a vida das pessoas com deficiência acessível é proporcionar a utilização de instrumentos assistivos com o intuito de minimizar ou eliminar as barreiras. É aqui onde usamos a tecnologia a favor da inclusão. Claro, temos diversos exemplos de como promover esse direito, o nosso comportamento é um deles. Mas é inegável que a tecnologia é uma ferramenta riquíssima para que as pessoas com deficiência possam ter uma vida melhor.

O mercado nos apresenta diversos exemplos de máquinas, softwares, entre outros, que são a tecnologia atuante nesse aspecto e permitem uma melhor atividade desse grupo de pessoas. Especialmente os aplicativos. Esses são a menina dos olhos no que diz respeito a cotidiano das pessoas com deficiência. É através de um ou outro que certamente as pessoas podem acessar um direito, total ou parcialmente, em razão da deficiência que a pessoa tenha. Abro um parêntese aqui, pois é importante dizer que a sociedade é quem tem a deficiência, pois não apresenta condição para que as pessoas possam viver e usufruir de modo igualitário, os seus direitos.

Ainda sobre os aplicativos, temos diversos exemplos deles que são úteis para várias pessoas, como vamos citar logo abaixo:

O “Guiaderodas” é um app que permite pessoas com dificuldade de locomoção terem informações de acesso a estabelecimentos, como bares, restaurantes, lojas, entre outros. Disponível para as plataformas iOS e Android, o app é abastecido com informações fornecidas pelos próprios usuários.

“Be My Eyes”: nele, uma pessoa com alguma deficiência visual pode contatar alguém por meio da plataforma, que vai ajudá-la a resolver o impasse. Na plataforma estão cadastradas as pessoas com deficiência visual e os voluntários. Caso a pessoa com deficiência visual esteja com dificuldade em comprar algum tipo de produto, por exemplo, ela pode entrar em contato com um voluntário que vai descrever como é o produto. Já pensou em se cadastrar como voluntário? Vai lá conhecer!

 

WhatsCine”: torna o cinema acessível porque permite que as pessoas com deficiência visual, escutem a audiodescrição do filme sem interferir com o áudio de outros espectadores. E para as pessoas com deficiência auditivas, permite ver legendas e linguagem gestual através de óculos especiais ou em seu smartphone.

HandTalk”: aplicativo extremamente útil para as pessoas com deficiência auditiva. É um tradutor automático para Libras. A pessoa que quer se comunicar escreve a frase no app e em seguida surge o amigável intérprete virtual Hugo que traduz simultaneamente o conteúdo. Sensacional!

“Spread The Sign”: o usuário digita a palavra e o app traduz a mesma palavra para diferentes línguas gestuais existentes através de vídeos. É o maior dicionário de línguas gestuais do mundo. Sim, importante saber que a língua de sinais não é a mesma para os vários países, no Brasil chama-se LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais. Esse aplicativo facilita a comunicação com outras nacionalidades.

Enable Viacam”: esse app possibilita controlar cursor do mouse, com a web cam através dos movimentos da cabeça. O app pode ser configurado de acordo com as necessidades do usuário, tendo como principal objetivo tornar a web cam um dispositivo de entrada “independente das mãos”.

Estamos velozes no que diz respeito a descobertas que envolvem tecnologia. Esses são apenas exemplos que certamente são muito úteis para as pessoas que enfrentam as barreiras por terem alguma limitação.

É necessário divulgar cada vez mais essas ferramentas para que possamos ajudar ainda mais as pessoas que se encontram impedidas de exercerem seus direitos. Vamos torcer e nos empenhar para que o avanço tecnológico seja ainda maior (acreditamos que esse esteja sendo o caminho) para que a vida seja inclusiva por completo.

E você, conhece alguém que precise de algum desses aplicativos?  Compartilha!

Até a próxima!

Aline Taraziuk Nicodemos

COO - Diretora de operações do PlacaMãe.Org. Mestra em Direito Processual pela UNICAP com ênfase na acessibilidade do Processo Judicial eletrônico brasileiro. Especialista em Direito e Processo do Trabalho pela UNINASSAU. Professora.

Bárbara Santini

Coordenadora de conteúdo da PlacaMãe.Org_. Advogada. Pós-graduanda em Direito Processual. Alumna do curso de extensão de Governança da Internet da EGI. Alumna do Curso de extensão sobre Lei Geral de Proteção de dados pessoais pela DataPrivacyBrasil.

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